quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Votar



Não posso concordar, de forma alguma, com o voto obrigatório.
Existe isso em alguns países, entendo as motivações, que são várias, mas não posso concordar!
A participação na vida do colectivo é um acto que, sendo um dever moral e social, não pode ser imposto. Ou se legitimaria muitas outras imposições de má memória.
Mas também não posso aceitar que aqueles que entendem não votar, protestem depois com os resultados das eleições. Caramba! Não participa, não faz nada para o resultado, e contesta os actos e decisões dos demais?
Indo mais longe, não posso concordar que um cidadão que, em consciência, decide não participar na vida e gestão da sociedade, queira depois que essa mesma sociedade contribua para a sua própria vida. A famosa “lei do funil” que criticamos em muitos políticos, também é criticável a cada cidadão em particular.

Por isso, e se eu tivesse algum poder de decisão no que à lei eleitoral concerne, mudava-a.
Mantendo o inalienável direito de abstenção, retirava a cada um desses cidadãos o direito a acederem a benesses da sociedade decididas pela sociedade.
Por exemplo:
Não ter devoluções de impostos ou acertos de contas com o estado;
Não ter acesso a candidatar-se a um lugar público, quer como eleito, quer como funcionário;
Não aceder a bibliotecas, museus e outras instituições de cultura a custo zero ou com descontos…

Estas interdições durariam tanto tempo quanto durasse o resultado eleitoral em cujo acto não colaborasse.
Tal como estariam definidas, bem claras, as situações de excepção, como deslocações ao estrangeiro, doença ou outras.

Tenho a abstenção como um direito legítimo.

Não aceito é que se exija que a sociedade colabore connosco quando nós não colaboramos com ela!

By me

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