domingo, 31 de março de 2013

Só para que conste




Pelas vinte e duas horas do domingo de Páscoa do ano da graça de 2013, foi isto que vi p’la minha janela.
Tenham um sono tranquilo.

By me

Para além da óbvia crise económica que atravessamos, que implica um reduzir de gastos supérfluos, acredito que os fabricantes de chocolates e guloseimas tenham motivos extra para estarem preocupados.
Que não creio que estejam a ter o escoamento de produtos que gostariam ou desejariam.
É que, e a menos que seja para dar cabo dele à dentada, quem é que quer levar para casa um coelho? Ainda por cima um que também engana, nomeadamente no que respeita às suas relações suspeitas com ovos.
Ou bem que mudamos de tradição ou bem que acabamos de vez com o que está a dar mau nome aos coelhos!


By me

RTL




Há bem mais de um quarto de século, havia na região de Lisboa a RTL.
Entenda-se que por RTL não refiro o canal de tv alemão RTL.
Refiro-me, antes sim, ao canal de televisão Rádio Televisão de Loures.
Tratava-se de um canal de tv clandestino, emitindo algumas horas por dia, se a memória me não falha, e com uma qualidade técnica tão má, mas tão má mesmo, que o usávamos como comparação. A frase “Nem a RTL faria assim” era banal.
Hoje, nos diversos serviços de distribuição de televisão por cabo, encontramos vários canais de tv que não os generalistas: desporto, notícias, puro entretenimento.
Olho para os conteúdos que exibem, olho para a técnica que mostram, olho para as opções estéticas e só me consigo lembrar da velha RTL.
Espaços tão exíguos que se um convidado espirrar, outro sairá do cenário; falta de uniformidade na iluminação, falta de uniformidade nas cores dos assuntos mostrados, enquadramentos não aceitáveis a nenhum estudante, assuntos de “encher chouriços”…
Para os que reclamam dos custos dos canais - generalistas ou não - da RTP, recordem-se que fazer televisão é particularmente caro nos espaços e nos equipamentos, um bom profissional leva anos a fazer e as opções de conteúdos equilibradas e de qualidade são igualmente dispendiosas.
Da próxima vez que ouvirem falar em cortes orçamentais na televisão pública, antes de tomar posição dêem uma olhada nos canais exclusivos da distribuição por cabo. Falem depois!

By me

sábado, 30 de março de 2013




Se defendesse eu um partido em desfavor de todos os outros, defenderia um partido que se dissesse ser – e fosse - composto por trabalhadores, não um partido que se dissesse ao lado deles.
Uma elite paternalista partidária, que se entende acima dos seus concidadãos e que os defende, não é o meu conceito de democracia.

Para me representar quero gente que saiba o que é estar 8, 10, 12 horas a trabalhar para um patrão; quero alguém que saiba o que é contar os cêntimos para chegar ao fim do mês; quero alguém que saiba o que é estar 6 horas numa fila para conseguir, eventualmente, ter uma consulta médica.
Para me representar quero alguém cujo nome eu saiba, cuja cara eu conheça, alguém que tenha mais respeito pela minha opinião que pela opinião do aparelho partidário. Alguém a quem eu possa pedir contas por eventuais desvios entre o prometido em campanha e o cumprido em mandato.
Para me representar quero alguém que cumpra o mandato e não alguém que pode ser substituído por decisão partidária e sem mais divulgação que um edital ou publicação num jornal hermético.
Para me representar, quero alguém que se entenda e se trate como qualquer outro cidadão, e não alguém que redigiu, subscreveu e cumpre um regulamento onde se diz: “A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por isso de comprovativos adicionais.”
Para me representar quero cidadãos, não membros de elites!
Tudo isto presumindo que sou defensor de uma democracia representativa, que não é o caso. O parlamentarismo acima e à margem dos cidadãos não satisfaz a minha noção de igualdade nem de democracia real.

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sexta-feira, 29 de março de 2013


Leio uma frase panfletária, em que um partido político se diz “Sempre do lado dos trabalhadores”.
Se um partido, que é uma organização privada em que o acesso é condicionado pela vontade dos seus membros, está do lado de alguém, quer dizer ele mesmo – o partido – não é esse alguém.
É uma entidade à parte que, por mero acaso, está solidária com os trabalhadores. Mas que é decisão sua estar assim, podendo, se assim o quiser, não estar.

Ora batatas para os partidos – todos eles – que se entendem do lado do povo porque não são povo.

Já agora acrescento que, para me representar, quero um dos meus e não alguém que diga que está do meu lado!

'Tá de chuva - so what



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Tá de chuva - so what?




Divertido mesmo é eu estar a tentar fazer um registo, sob o toldo do café aqui da rua, e ouvir lá de dentro um cliente a dizer “Olha p’ra aquele, a fotografar a chuva.”
Apeteceu-me, sinceramente, voltar ao interior e dizer-lhe:
“Olha p’ra este, que se põe aos saltos quando um qualquer consegue chutar um bola p’ra dentro de umas redes.”
Não o fiz!

By me

Tá de chuva - So what?




O difícil, mesmo, é ganhar coragem p’ra cruzar a primeira porta e enfrentar a chuva. Depois… Depois de molhado, o resto é rotina.

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Hoje é sexta-feira santa!
Esta afirmação, indubitável, nada tem a ver com fé, mortes e ressurreições ou calendários teológicos.
Nada disso!
Hoje é uma santa sexta-feira porque acordei quando o corpo quis, saí da cama porque me apeteceu e, olhando p’la janela, serei eu a decidir se terei ou não que levar com este tempo da treta no lombo.
E se isto não é o entronizar uma feira qualquer, mesmo que sexta, então não sei o que é santidade.

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quinta-feira, 28 de março de 2013




Há que saber dizer “Não” com tanta veemência que o próprio “Sim” se envergonhe de existir.
Mas também há que saber usar o “Sim” com tanta vontade, que o “Não” se encolha de medo. 

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Power




Enquanto ia cuidado do jantar, o televisor perorava os seus programas. Por distracção, e ao invés do costume, havia-o deixado num noticiário.
Os seus sons eram átonos, monocórdicos, variando as vozes mas não as entoações, apenas intercalados com as músicas de separadores.
De súbito apercebo-me que a voz que ouvia falava aceleradamente, em tom exaltado, quase de angústia, num frenesim e volume discordante do resto que me havia chegado aos ouvidos.
Larguei o que fazia e fui cuscar o aparelho, presumindo que algo de realmente importante estava a ser contado ou relatado. De facto estava!
Tinha-se entrado na página do desporto.
Mantive a compostura, não disse nada que a minha avozinha não pudesse ter ouvido e fiz a única coisa sã que poderia fazer.
O jantar foi tranquilo.

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Elementar




E como diabo sei eu, em já passando das sete da tarde, já no escurinho e antes de o município nos fazer a gentileza de no alumiar a noite, que ainda estão turistas no castelo de São Jorge, encimando a cidade e a um preço proibitivo por entrada?
Elementar, meus caros! De quando em vez consigo ver o disparo dos flashes das câmaras dos visitantes que, e de acordo com a tradição turística, serão espanhóis.
Agora difícil, mas difícil mesmo sem tripé e poses longas, é conseguir sincronizar a minha própria câmara com esses disparos e a esta distância.
Desafio o mais pintado a fazê-lo!

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Mistérios




Já os tenho encontrado, solitários ou em pares, nos locais e situações mais diversas.
Mas fico curioso sobre como fica um par de sandálias, num dia chuvoso ou, pelo menos, farrusco, assim arrumadinhas lado a lado a um canto de uma paragem de autocarro em Lisboa.
Não foram jogadas fora, não foram perdidas, não fora esquecidas, não caíram de nenhum saco.
As histórias e estórias que estão por de trás de um ou dois sapatos caídos na rua ao abandono encheriam creio, vários tomos, tal como enchem a minha própria imaginação.
Em tom de conclusão, sempre acrescento que nove horas depois de ter feito esta fotografia já ali não estavam. Nunca saberei se foram recolhidas por algum cantoneiro municipal se apanhadas por alguém que entendeu dar-lhes préstimo.


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Há coisas que até poderiam ser divertidas se não fossem… se não fossem o que são.

Na higienização política, sob a forma de discurso e travestida de entrevista, José Sócrates disparou para tudo quanto é lado. Ou quase, que se esqueceu que tem duas mãos e só falou de uma delas.
Mas aquele a quem chamaram de Pinóquio (vá-se lá saber porquê!), para além das acusações de ordem política, expectáveis, fez uma outra bem grave: acusou de mentiroso, com as letras todas, um jornal diário português. Citou as acusações de que foi alvo e referiu os factos que as contradizem.
Enfim: o “diz que disse” habitual entre políticos, mas não tanto entre estes e os media. O futuro mostrará o que daqui advirá, se alguma coisa.
O que acaba por ser interessante é verificar que, naquilo que observei nos jornais e TVs de hoje de manhã, ninguém o referiu. Nada! Zero! Coisa nenhuma!
Faz sentido, que atirar pedras tendo telhados de vidro não é boa política nem para o comum dos cidadãos e muito menos, mas muito menos mesmo, para os media.

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Informação




Às seis da manhã dou uma olhada rápida nas primeiras páginas on-line de cinco jornais diários.
Da tempestade que atravessou o éter, bateu nos satélites e escorreu pelas cablagens, três fazem disso notícia de topo, um põe-na em segundo lugar e outro obriga-nos a procura-la.
Sei que os escombros desta tempestade demorarão a ser removidos, que os “Almeidas” da política terão muito trabalho com ela e nem desconfio que edifícios serão demolidos para dar lugar a novos.
Mas a melhor notícia da madrugada vejo-a p’la janela real que não digital: Não chove, mesmo que tenha chovido, não venta, a temperatura está agradável para a hora, o céu plúmbeo começa a deixar de o ser e, o melhor de tudo, os pássaros manifestam a sua opinião sobre a chuvarada nocturna, agourando que depois da tempestade real virá bonança real.
São estes os comentadores de que gosto e que me fazem sorrir para a madrugada que se me apresenta.


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quarta-feira, 27 de março de 2013

Às vezes




Às vezes o dia acaba bem
Às vezes!

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Fisgada




A notícia diz que o alegado terrorista foi abatido pela polícia belga.
Continua esclarecendo que o homem já estava referenciado pelas autoridades belgas e francesas, que não terá parado numa operação stop, que terá tentado atropelar os agentes e que disparou sobre eles.
E recorda-me esta notícia um episódio a que assisti há uns anos:
Tinha surgido um despacho de uma agência noticiosa informando que o então líder do Hamas tinha morrido na sequência de disparos de mísseis de um helicóptero Israelita. Quem leu o despacho gritou para o resto da redacção “Assassinaram o Fulano!”
A pessoa que ocupava então o segundo lugar na hierarquia levantou-se e corrigiu_ “Assassinaram não! Abateram!”
E foi desta forma que o assunto foi tratado.
O que aqui esta em causa – que eu ponho em causa – não é o acto em si. É o verbo usado par o descrever.
Abater. Assassinar. Matar.
São todos mais ou menos sinónimos entre si. Mais ou menos.
O verbo “matar” descreve o facto “de per si”, sem acrescentar nada, de positivo ou negativo. As conclusões morais sobre o acto ficam para quem ler.
Já o verbo “Assassinar” tem uma conotação negativa. Condenamos o assassínio, temos penas pesadas para tal. O assassinato não se faz.
Por seu lado, “Abater” tem uma abordagem positiva. Ainda que seja “matar”, sugere legitimidade ao acto, sugere que seria um dever de ser feito, sugere que, apesar de ter morrido ainda bem que tal aconteceu.

Os verbos “abater” e “assassinar” são termos que, ao serem usados, influem na opinião de quem ouve, ou demonstram opinião de quem os usa.
Um jornalista – da imprensa, da rádio, da tv ou da net – que os use não está a dar bom cumprimento ao juramento que fez sobre o código deontológico. Nem a prestar um bom serviço ao seu empregador ou ao público.
E o aprender a ler e interpretar aquilo que nos é colocado em frente dos olhos, sabendo distinguir o trigo do joio, deveria ser obrigatório e intensivo, desde o jardim-escola.

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Icone meteorológico



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terça-feira, 26 de março de 2013

Quase a apagar-se por hoje



E eu também.

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Dificuldades de um fotógrafo




Não é fácil! Juro que não é nada fácil!

Colocar amêndoas da Páscoa, das moles, tipo Coimbra, ou das de recheio de licor, numa mesa para as fotografar.
Encontrar os fundos certos.
Encontrar o prato, bandeja ou guardanapo que esteja de acordo com o exibido.
Ajustar os eventuais acessórios que possam compor o conjunto.
A luz que, dentro do nosso estilo, faça realçar texturas e cores.
As posições ou equilíbrios que elas, as amêndoas, devem apresentar…
Eh! Espera lá! Onde estão as amêndoas?????

Pois é! No meio de tudo isto, as amêndoas voaram, melhor dizendo, foram içadas de onde estavam para as bocas circundantes. E, na hora do click, apenas se vêem línguas lambendo os beiços de satisfação e um “Desculpa, mas não resisti” estampado nos olhares.
Pois eu encontrei a solução infalível:
Ninguém come uma amêndoa que seja se não a segurar com os pauzinhos chineses!
Com eles, podem comer todas! À mão, nenhuma!

E não é que consegui fazer o diabo da fotografia?

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segunda-feira, 25 de março de 2013

Humidades



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Os ricos que paguem a crise




Durante anos, espalhadas p’la cidade, podia ler a frase:
“Os ricos que paguem a crise”.
Ainda não há muito tempo a ouvi, em manifestações, aqui na capital.
Agora leio que o Eurogrupo diz que “Resgate dos bancos de Chipre é modelo para o futuro”, e a propósito da taxa (ou confisco) de 30% sobre os depósitos superiores a 100.000 euros em Chipre.
Curiosamente, ainda não ouvi aqueles que o defendiam (se bem que o escrevessem na clandestinidade) a aplaudir a medida.
Igualmente, vejo a Rússia a protestar contra a medida europeia, a mesma Rússia que dava cobertura ideológica a que o defendia, contra tais medidas.

Triste mesmo é não ouvir nem grafiteiros, nem bancos nem governos falarem daqueles que não têm o que quer que seja nos bancos e que recorrem ao que sobra dos tais “ricos”, ou mesmo “remediados” para fazerem a diferença entre terem ou não jantar.

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domingo, 24 de março de 2013




E pronto. Volta e meia lá aparecem pedidos de ajuda, nas redes sociais e não só, para encontrar alguém que está em paradeiro desconhecido.
Nalguns casos são crianças, noutros são idosos, noutros ainda nem uma coisa nem outra.
Se o primeiro caso faz todo o sentido, já que sabemos o que são as desavenças conjugais e a utilização dos filhos como munição, tal como sabemos o que os desesperos juvenis, no segundo caso tratam-se, em regra, de pessoas que devido à sua idade perdem o tino com facilidade.
Já em tratando-se de adultos, sem problemas de ordem psíquica, é uma afronta o publicarem-se estes aviso de “procura-se”.
Caramba! As mais das vezes trata-se de gente que decide partir para outra vida, seja ela qual for. E estes pedidos, que são genuínos nas suas preocupações, são cerceadores da liberdade de esses adultos querem partir sem darem contas a terceiros.
Faço muita questão de ignorar esses avisos de “procura-se”!
Até porque se um dia eu mesmo quiser partir, zarpar, desaparecer, seja de que forma for, quero que me deixem ir na minha própria paz, deixando para trás aquilo quero deixar. E ficarei muito “aborrecido” se mo impedirem!

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sábado, 23 de março de 2013

O protagonista




Este é o protagonista da história. Um quase vítima, salvo devido a boas vontades já raras e alguns sacrifícios.
Mas eu conto do princípio.

Em sendo fim de semana, o meu desembarque ferroviário em Lisboa, a caminho do trabalho, é na estação de Benfica. Dá-me mais jeito.
A mim e a muitos outros, que aqui fazem transbordo para autocarros com diversos destinos, próximos ou distantes.
Sendo que não gosto de correr de ou para o trabalho, costumo deixar os mais apressados tomar a dianteira. Acendo um cigarro e vou olhando em redor, umas vezes vendo coisa nenhuma, outras remoendo em ideias crescidas no comboio, outras ainda em busca de algo que justifique a câmara que trago no bolso. Hoje não foi excepção.
Mas notei que a composição demorava a partir. Coisa pouca, mas o suficiente para me alertar.
Eis que, de uma das portas abertas (estavam quase todas) sai o revisor. Afasta-se do comboio enquanto que, com o olhar, varre a plataforma já quase deserta. Em passos rápidos dirige-se à rampa de saída, debruça-se sobre o parapeito e chama. Não sei o que disse, que não estava eu perto o suficiente par ouvir, mas fez um chamamento. Que foi ouvido.
Uma mocinha, de vintes e poucos, arrepiou caminho, entrou numa carruagem e saiu de seguida. Na mão trazia um saco de plástico cheio.
O revisor olhou de novo para a plataforma, primeiro um lado, depois o outro. Neste, o seu olhar cruzou-se com o meu. Um sorriso e um aceno de cabeça meus, de agradecimento p’la atitude, um sorriso igualmente breve, com um encolher de ombros da parte dele. E embarcou, fazendo sinal ao maquinista para seguir. Que fez soar o apito, fechou as portas e reiniciou a marcha.
Todo este compasso de espera terá demorado, no máximo dos máximos, 90 segundos. O suficiente, talvez, para que algum passageiro a bordo bufasse de impaciência. No entanto não creio que tenha estragado em demasia a “tabela” a cumprir.
Desci as escadas, agora já sem gente apressada, e dirigi-me para a paragem onde haveria de tomar o autocarro. Sem grande surpresa, constato que na fila estava a mocinha meio-esquecida. Que embarcou à minha frente e se sentou onde encontrou lugar. Aqui!
Não poderia eu meter conversa para um registo fotográfico mais explícito. Nem o lugar nem as circunstâncias o permitiriam.
Restou-me o fotografar à sorrelfa o saco, o bendito saco que quase seguia para destino desconhecido, não fora a boa vontade de um revisor da CP.

Andamos todos preocupados com o presente e apreensivos sobre o futuro. Alguns há, felizmente, que tratam de pintar com cores um pouco mais alegres e fruto dos seus bons actos o negrume que vemos.
Bem hajam!

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Jornas




Disse-me ontem uma senhora jornalista:
“O que tu fazes é jornalismo.”
Se esta senhora confunde o que faço – imagens e palavras com opinião bem assumida, mesmo que não alinhadas partidariamente – com a actividade de quem tem uma carteira profissional e um código deontológico…
Percebi o porquê fazer o que faz da forma que faz.
E senti-me ofendido por me ter igualado a ela.

By me

Um dia vou acordar, dar uma olhada nas primeiras páginas dos jornais ou nas peças de abertura dos noticiários, e vou ver pelo menos uma boa notícia. À margem da política, do futebol, da economia, do jetset. Basta uma.
Infelizmente, hoje também não foi esse dia.
Que os abutres da comunicação social sabem que o público reage ao cheiro a sangue.

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Duas imagens, um desafio




Para os que gostam destas coisas, aqui ficam duas imagens.
Feitas exactamente nas mesmas condições: em casa, o assunto iluminado com uma lâmpada de “luz de dia”, balanço de brancos e tudo o mais em automático excepto o ajuste de exposição, colocado em -1 EV. Suportada à mão.
A minha única intervenção em pós-produção foi ajustar a resolução de uma às características da outra. Quanto ao resto, estão aqui tal como saíram da câmara.
O que as diferencia? O original de uma tem 53 KB e o da outra tem 3,5 Mb. Uma tem 648x480 pixels, a outra tem 10Mp.
Uma tem como suporte de registo uma disquete 3 ½, a outra um cartão SD.
Uma é uma Sony Mavica, a outra uma Nikon Coolpix 7000.
A primeira foi adquirida em 1998, a outra o ano passado.
Uma foi a primeira câmara digital que comprei, a outra a última, comprada para ser a minha câmara de bolso.
Deixo-vos a seguinte pergunta: qual a que pertence à arqueologia da fotografia e qual a que uso diariamente: a da direita ou a da esquerda?

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sexta-feira, 22 de março de 2013


Há coisas que sabemos porque temos fé, outras sabemos porque a historia no-lo ensina.
Por exemplo:
- Sabemos que o universo é infinito, ainda que ninguém lá tenha estado para que nos o possa descrever.
- Sabemos que a maioria dos ditadores e maus governantes não costumam ter um bom fim.
Quanto ao primeiro caso, o próprio nome define a obrigatoriedade de fé.
Quanto ao segundo, esperemos que a história se repita em breve.

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Um olhar - Silvana



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Acompanhar os alinhamentos ideológicos dos responsáveis pelos alinhamentos dos noticiários ou pelo tamanho das gordas num jornal é tão divertido.
Pena é que também tenha resultados trágicos!

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As estatísticas são boas mas contam o que quisermos que contem. 
Estes governantes da treta e jornalistas de pacotilha deviam conhecer em primeira mão as expressões faciais e o que se diz na rua e transportes no fim de cada jornada.


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Oiço o nosso primeiro-ministro responder a um deputado, e a propósito de um convite para rescindir como se propõe aos funcionários púbicos:
“Não sou funcionário.”
Bem, se este senhor Pedro Passos Coelho não é funcionário público, no sentido de estar a servir o povo, e está a receber um chorudo salário mais as respectivas mordomias e segurança feita por funcionários públicos, então é o quê?
Proxeneta?

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Uma espécie de auto-retrato



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Resumo meteorológico matinal



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Um olhar - Sofia



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quinta-feira, 21 de março de 2013

Teoria da conspiração????




Toda a gente se está a pronunciar sobre o assunto. E eu não sou menos que os outros.
E o assunto é: o anúncio de um programa semanal de comentário político tendo como figura principal José Sócrates.
E, sobre isto, gostava de me debruçar não sobre ele, assunto, mas antes sobre os motivos que lhe deram origem. Ou, de outra forma, das consequências que deste programa poderão advir e até que ponto elas poderão ter (ou não) sido ignoradas.
Diz-se que o povo tem memória curta. Mas não tanto assim. E mais que isso, o actual governo tem feito o que pode para atirar parte da responsabilidade do que vai acontecendo por cá para o anterior governo. Para José Sócrates, portanto.
É assim que o antigo primeiro-ministro é razoavelmente mal visto pela população portuguesa, a ponto de, em se referindo o nome de “Pinóquio”, ainda hoje ser conotado com ele. Mesmo quase dois anos passados sobre o seu afastamento do poder.
E, de igual forma, não desapareceu por completo da memória o desempenho enquanto engenheiro municipal, nem a sua licenciatura, nem o caso Freeport…
José Sócrates não é, de todo, uma pessoa bem querida do povo português. Não lhe foi dado o benefício do olvido ou do perdão. Ainda não houve tempo para isso.
Que vantagens haverá, então, com o seu regresso aos ecrãs?
Audiências televisivas não será, certamente, que muito bom português mudará de canal de cada vez que vir a sua cara.
Também não será para limpar a sua imagem. Não passou tempo para isso e não será apenas o comentário à actividade dos que estão no lugar que ocupou e de onde foi afastado que o conseguirá.
Não creio que seja para tentar reconciliar os portugueses com o seu partido. Dentro dele não deixou grandes recordações, nas bases e nas cúpulas e quanto mais José Sócrates estiver associado ao partido socialista, menos simpatias este terá.
Mas é curioso que a cada desvantagem que enumero consigo ver que cada uma delas e o seu todo são vantagens e/ou trunfos para alguém. Exactamente para os seus adversários politico-partidários. Ter José Sócrates nos ecrãs é canalizar sobre ele e o seu partido as raivas e desagrados dos cidadãos, desviando-as de Pedro Passos Coelho e do partido que o suporta na Assembleia da República.
Por outras palavras: ter Sócrates na tv é vantagem para Coelho.
Mas esta vantagem serve para…?
Sem considerar a contestação popular, cada vez mais activa, que tem um bode expiatório já conhecido e que pode aliviar a pressão sobre o governo, podemos pensar que se aproximam eleições autárquicas.
Tal como podemos pensar que este governo pode não cumprir todo o seu mandato. Podemos pensar nós e com todo a certeza já o pensaram tanto governo como oposição. E que será particularmente útil começar já a retirar credibilidade à alternativa habitual das forças no poder.

Será tudo isto uma teoria da conspiração? Talvez!
Mas somados estes factores, com outros que são do conhecimento geral sobre os comportamentos de políticos e seus vassalos, talvez que não seja tão disparatado quanto isso. E sabemos que entre políticos e vassalos sempre aconteceram relações perigosas.

Resta considerar que, no meio de tudo isto e se for verdade, José Sócrates estará a ser usado contra o seu próprio partido. Também isso me não espantaria, sabendo o que é poder e ego, e como o segundo pode inchar para atingir o primeiro.

By me 

Próxima paragem




Os borlistas nos transportes públicos sempre existiram. O que foi variando no tempo foi a relação entre os que o tentaram e os que o conseguiram.
As estratégias de sucesso têm também variado.
Nos tempos que correm, e no que respeita a comboios suburbanos, passou por colocar cancelas nas estações, limitando o acesso às plataformas e respectivas composições a quem possua bilhete válido.
Por sua vez, os borlistas descobriram que nessas cancelas, e com jeito, podem passar duas pessoas só com um bilhete. O sucesso depende de se ser ou não fiscalizado a bordo, mas há sempre a técnica de ir vigiando e mudando de carruagem, mais à frente ou mais atrás.
Esta técnica, que por vezes é aplicada com empurrão a quem vai validar o seu bilhete, é usada normalmente pela malta nova, p’la aventura ou p’la real falta de dinheiro. Ou ainda por “sem abrigo” ou toxicodependentes. São fáceis de identificar nas estações, p’la forma como vão observando quem passa e é potencial “vítima”.
A surpresa, p’lo menos p’ra mim, acontece quando vejo uma senhora, na casa dos trintas e picos, com um aspecto modesto e normal, estar por ali e abordar uma outra senhora, que se preparava p’ra passar as cancelas, e perguntar-lhe se podia passar com ela. O que foi aceite.
As vivências que se deduzem desta “borlista”, distantes ou próximas, e o que a levou a ter esta atitude, deveriam levar muitos dos nossos ditos “governantes” a mudar de agulha. Infelizmente, eles não andam de comboio nas horas de ponta.

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Luz




É daquelas coisas que me vão fazendo ficar triste no mundo da imagem:
Ver um dito “profissional” de imagem (fotográfica, videográfica ou cinematográfica) que não sabe as diferenças de base entre medir ou trabalhar com aparelhos de medição de luz incidente e de luz reflectida.
Entendo que um amador o não saiba. Afinal, têm sido anos de estudo e desenvolvimento no sentido de criar sistemas de auxílio do controlo de exposição eficazes e amigos do utilizador.
Mas esses sistemas são redutores e conduzem o seu utilizador a resultados medianos e/ou medíocres.
Saber analisar a luz, saber medir contrastes de luz existente e contrastes de reflexão das superfícies a captar é tão vital como saber fazer um bom enquadramento ou usar a mudança certa na condução de um automóvel.
Usar um aparelho mais velho que alguns dos que isto lêem ou o último grito da tecnologia não é particularmente importante. É apenas uma questão de método, de maior ou menor rigor e de conhecer o equipamento.
Agora não saber as diferenças entre luz incidente e luz reflectida, não saber avaliar qualitativa e quantitativamente os contrastes existentes…
Nenhum aluno meu seria aprovado se o não soubesse e, fosse eu empregador, recusaria aceitar alguém que o desconhecesse.


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quarta-feira, 20 de março de 2013

Com um cheirinho a A




Cumprimentei hoje as pessoas que conhecia e com quem me cruzei com “Bom dia e bom feriado”.
Sorriam com o comprimento do cumprimento, davam mais um ou dois passos, estacavam e encaravam-me com o cenho franzido: “Hoje é feriado?”
Houve quem afirmasse que, se era feriado, não estava a ganhar mais por estar a trabalhar; houve quem dissesse que não se lembrava que hoje era feriado; houve quem me perguntasse porque é que hoje é feriado.
Houve alguns que tiveram a paciência (ou o azar) de me ouvir explicar o significado de “feriado” como dia de festa e como os equinócios e solstícios têm sido celebrado ao longo dos milénios.
Uns sorriram, outros ficaram a pensar, outros ainda deram-me troco na conversa para proveito mútuo.
O interessante mesmo foram as pessoas a quem eu não me estava a dirigir, e isto aconteceu em três cafés que, estando encostados ao balcão, ficaram bem para além da duração da bica, a fazer de conta que estavam entretidos, mas a ouvir a conversa. Ou, se preferirem, o meu discurso, meio histórico, meio sociológico, meio político.

Juro que me dá gozo fazer estas intervenções políticas e bem para além de partidos ou correntes generalizadas, sempre com um “Azinho” na ponta e disfarçado. Que é falando e ventilando ideias que se vão transformando mentalidades.


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Em trânsito




Alguém me explique, como se eu fosse muito burro mesmo, porque é que um fim de dia tem que ser visto de frente para o sol?

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Meteo no pátio dos fundos



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Stop o tanas!




Abre a porta, salta o muro e vai gozar a vida!

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Celebração




Os calendários não falam disso. Nem os civis, com as suas datas importantes de guerras, nascimentos e mudanças, nem os religiosos, com os seus nascimentos, martírios e mortes.
Apesar disso, estou em crer que os almanaques fazem referência a esta data, ainda que não tenha nenhum aqui à mão para o confirmar.
Refiro-me a uma daquelas datas importantes, que aprendemos na escola. Uma daquelas datas que são, ou deveriam ser, celebradas em tudo quanto é lado. Uma daquelas datas que, em sendo referidas, o são independentemente da língua, da religião, do regime político ou da escrita usada. Aliás, a sua celebração é anterior à invenção da escrita que, como é sabido, marca o “início” da história e o “fim” da pré-história.
Refiro-me a uma data ou evento que os antigos, os muito, muito, muito antigos celebravam, chegando mesmo a erguer monumentos em sua honra. Numa época em que a escrita era um sonho, a matemática nem isso e a esperança de vida, ao contrário do que acontece hoje, era particularmente reduzida. Monumentos que implicavam conhecimentos notórios ainda que não registados, esforços colossais para a altura e tecnologia existente, concentrações de gente proporcionalmente gigantescas quando comparadas com as de hoje.
Uma data e evento que as civilizações foram adoptando e mascarando com outras justificações, flexibilizando a sua celebração em função dos interesses culturais e materiais e fazendo esquecer no esquecimento a sua verdadeira razão de ser.
Uma data e evento que transforma tudo quanto o Homem vem fazendo, ao longo de milénios, em pó e inutilidade, transformando deuses em fetiches e sacerdotes em símbolos de poder.
Uma data e evento que, a par com as outras três do ano, aprendemos na escola e rapidamente deixamos de lhe dar importância. E, no entanto, são tão vitais para a nossa existência quanto o próprio ar que respiramos.

Hoje é o Equinócio da Primavera! Resultante dos movimentos de translação e rotação da Terra em torno do Sol. Evento que, mate-se ou glorifique-se quem ou quantos quisermos, sempre aconteceu e continuará a acontecer. Muito antes de não passarmos de um projecto de ser vivo, muito depois de já não existirem resquícios de a espécie humana ter existido, continuará a Terra a rodar em torno de si mesma e do Sol, num movimento elíptico e com um eixo de rotação que não lhe é perpendicular. E as variações dos dias e das noites continuarão a acontecer, o tempo continuará a ter ciclos e a Natureza continuará a manifestar-se em função disso.
Mesmo que o Homem o aprenda na escola e depois o esqueça, como esquece de que lado é a mão direita.
Os calendários oficiais não assinalam a data de hoje como dia especial ou feriado (dia de festa).
Para mim é e tenciono celebra-lo.

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terça-feira, 19 de março de 2013

Parabéns, ou talvez não




Está quase a fazer anos. Mais dias, menos dias, faz anos esta história.
Estávamos em 1975. Na sequência da revolução, deixara de haver escolas e liceus masculinos e femininos. E eu havia transitado do Liceu Padre António Vieira para o Liceu D. Leonor, ambos em Lisboa.
O ano lectivo 74/75 havia começado tarde, face às confusões naturais de todas as mudanças que aconteciam e fazíamos acontecer. E o facto de passarmos de ensino segregado para ensino misto não veio ajudar em nada aa esse iniciar a aprendizagem em liberdade.
Por tudo isso, bem como pelos fulgores da juventude agora assim “misturada” e pela já avançada idade do material escolar, chegámos à Páscoa com falta de cadeiras, mesas, carteiras, nas salas de aula. Creio que não foram capazes de resistir ao que acontecia. E as cadeiras partilhavam rabos, nem sempre com os melhores resultados físicos ou académicos.
Certo é que eu, estudante do então sexto ano do liceu, junto com uma valente mão-cheia de colegas, eles e elas, passámos boa parte das férias da Páscoa no sótão do liceu, a tentar recuperar o material danificado que aí se encontrava.
Enquadrados por um solícito continuo, manejamos chaves e martelos e serras naquelas madeiras demasiadamente rijas para os nossos hábitos. Com as consequentes bolhas nas mãos e uma ou outra arranhadela sem consequências.
Não recordo números, mas bastantes foram as que saíram dali para as salas de aula, suponho que capazes de resistir por mais algum tempo àquela formidável maré de gente jovem.
Gente jovem essa que acreditava ter o futuro nas suas próprias mãos e que trabalhava por ele. Com as ferramentas de marceneiro, com os cadernos e livros, com pás e enxadas nos jardins, vassouras nas calçadas… Acreditávamos que as coisas tinham que acontecer e que nós estávamos ali para lhes dar corpo.
Creio que dessa época ainda sobramos alguns dinossáurios, que continuamos a acreditar que do céu só sol e chuva e que o futuro sai das nossas mãos. Ma seremos poucos.
Os restantes de então e os que entretanto vieram acreditam e agem partindo do princípio que “alguém” cuidará das coisas, através de concursos públicos ou contratando alguém para o fazer. Principalmente se se tratar de situações que obriguem a sair da zona de conforto e fazer algo que não reverta directa e imediatamente para o próprio.

Está quase a fazer anos que esta história aconteceu. Alguns dos que comigo a viveram estão por aí para a relembrar.
Mas não sei, com toda a franqueza e olhando em redor, se tenho vontade de sopras as velas deste aniversário.
Que sabemos que o tempo não volta para trás e que a história se repete, mas nem sempre nas suas melhores vertentes. Ou com melhores protagonistas.

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Em trânsito



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Aurora




Saio de casa com o raiar da aurora.
O céu já não é aquele negrume absoluto e começa, muito timidamente, a assumir um tom leitoso, sem cor. Que me daria fortes indícios sobre as condições atmosféricas, não fora o caso de estar a chover. Por sorte, e apesar de forte, a chuva não é tocada a vento, que aliás nem sopra uma aragem, pelo que apenas as pernas das calças ficam molhadas.
O caminho para a estação é feito quase que completamente às escuras. As poupanças forçadas já chegaram ao meu burgo e as luzes da rua apagam-se ainda antes do sol se mostrar.
Mas não estou sozinho neste meu caminhar em direcção ao ganha-pão. Ainda que mais nenhum (ou quase) ser humano mostre a sua presença, os pássaros da zona fazem-se ouvir, não sei se celebrando mais um dia se relatando entre si os sonhos da noite. Mas que é agradável de os ouvir a descompasso com as minhas próprias passadas na calçada molhada, lá isso é.

E se esta foi a forma de o Inverno se despedir, neste seu último dia de existência este ano, foi uma suave e bonita despedida. Assim a Primavera se mostre simpática, que os humanos nada fazem nesse sentido.

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Manias




Esta é uma daquelas dúvidas que me assaltam quando, num sanitário público, sou confrontado com estes aparelhos:
Qual a opção correcta para secar as mãos?
No dispositivo da esquerda não há consumo de papel, esse material que tem origem nas árvores e que tão displicentemente vamos destruindo. Em alternativa, a energia que gasta aquecer e ventilar é notoriamente elevada e a sua origem é preciosa.
Em contrapartida, o dispositivo da direita não gasta energia e o papel que fornece pode ser reciclado. Mas não apenas não tem um aproveitamento a 100% da matéria-prima como a energia para o reciclar (transportes, fabrico, embalagens) também é notória.
Acrescente-se que o da esquerda não requer manutenção que não em caso de avaria, enquanto o da direita, menos propício a avarias, obriga a repor o rolo em função da sua utilização. Pelo que, e para além da fábrica, há que considerar o emprego de mão-de-obra neste trabalho.
Não seria a primeira nem a segunda vez que, confrontado com este dilema, me limito a sacudir e a esfregar as mãos, saindo do sanitário com elas apenas húmidas. E praguejando de seguida contra os meus escrúpulos, se estiver frio ou quiser acender um cigarro.

Neste caso específico, juro que me complica com os nervos ver o perfeito alinhamento dos azulejos, com as suas linhas rectas e ângulos rectos, a verticalidade de um dos aparelhos e o muito ligeiro desvio do outro.
Bolas! As coisas ou bem que estão alinhadas e certinhas, ou bem que o não estão. O “faz-de-conta” ou o “está quase lá” irrita-me!

By me