terça-feira, 30 de junho de 2009

On photography - A portrait


Slightly out of focus. So what?
No vertical or horizontal lines. So what?
The eyes not pointing to the lens. So what?
Overexposed hair. So what?
Why should everybody’s world be measured by our own?
And how can I photograph a world unknown to me?
I’m proud of this portrait!


Texto e imagem: by me

Just for the fun of the light - double portrait


Por vezes, mais importante que a opinião dos fotografados é a preferência do photógrapho. Ou não fossem eles todos excêntricos! Eu incluído, claro!

By me

It would be an obscenity...


... to do a picture about this subject!

Quando eu era pequeno havia o Caderno Diário!
Aquele conjunto de folhas, pautadas, quadriculadas ou lisas, onde íamos tomando notas do que ouvíamos o professor dizer, onde íamos fazendo os exercícios “sugeridos” pelo professor, onde copiávamos o que ía acontecendo no quadro preto.
Esse Caderno Diário era, em regra, um dossier, de argolas ou fita metálica, onde íamos colocando folhas virgens à medida que íamos necessitando. A certa altura do meu percurso estudantil, deixei de ter um caderno por disciplina mas antes um dossier de maiores dimensões onde, intercaladas por separadores coloridos, estavam os cadernos de cada uma das matérias.
A razão de ser deste Caderno Diário era, descobri-o mais tarde e tarde demais, para poder estudar pelos apontamentos tomados e exercícios feitos, um complemento aos livros e um repositório dos conhecimentos cedidos pelos professores, únicos e irrepetíveis.
Claro que, enquanto estudante e antes de perceber qual a sua real função, o Caderno Diário era bem mais que apenas onde ficavam as contas, as cópias, os ditados: era também um instrumento de tortura ou controle. O professor, em qualquer momento e sem aviso prévio, poderia declarar que aquele dia era de inspecção aos Cadernos Diários. E aí tremíamos todos, pois ai daquele que não o tivesse em dia, com os sumários registados e por ordem, apontamentos sem rasuras ou que tivesse desenhos ou “bocas à-parte” escritas nas margens. Para já não falar na obrigatoriedade de a letra ser legível para todos, o que sempre foi um problema para mim.
E tremíamos porque difícil seria encontrar um caderno que não tivesse uma página dedicada aos desenhos e outros “mata-tédio” das aulas enfadonhas. Eram, as mais das vezes, a última página do caderno, se fosse um dossier, ou a do meio, junto aos agrafos, se fosse esse o caso. Eram as mais fáceis de arrancar e escamotear em dia de inspecção.
Hoje vejo, na rua e na sala de aula, jovens com cadernos mal-amanhados e mal-tratados, cujo destino inexorável será, quando esgotados, uma pilha em casa e inconsultavel. Quando não lixo! E não mais servirão de base a estudo ou de criação de método e organização. Nem poderão ser inspeccionados, garantidamente!
Mas constato pior e em idades mais tenras:
De acordo com uma notícia lida um destes dias, um grupo de professores afirma que o “Magalhães”, essa solução última para melhorar o rendimento escolar das crianças, pouco mais será que uma ferramenta lúdica se não tiver programas de funcionamento em rede. E, com isto, querem eles dizer um sistema que permita ao professor verificar, em qualquer momento, o que o aluno está a fazer com o seu computador. Tal como permite aos pais fazer o mesmo.
Isto assusta-me!
Estes professores estão a defender a vigilância permanente do jovem. Deixando de parte a possibilidade de este assumir os seus actos, ao não saber se está ou não a ser vigiado. O livre arbítrio, o assumir as responsabilidades, o enfrentar o professor ou educador ou dar a cara pelos seus actos faz parte da formação de qualquer jovem. O medo permanente da vigilância ignorada é, em última análise, algo equivalente às polícias secretas que escutam conversas e interceptam correspondências. Isto logo desde tenra idade.
Mais que preparar a criança com competências e saberes necessários ao seu futuro, este sistema irá prepará-lo para ter medo da vigilância permanente e do policiamento omnipresente.
Estes professores, supostamente responsáveis e em lugares de responsabilidade, estão com esta proposta a preparar futuras ovelhas obedientes no redil de uma sociedade de informação onde a privacidade inexistente impera. E a preparar igualmente o terreno para uma “polícia do pensamento”, como Orwell imaginou.
Consigo imaginar diversos adjectivos para classificar esta proposta, mas qualquer um deles é passível de ser censurado por obsceno. O mesmo nível de obscenidade desta ideia.


Texto e imagem: by me

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Já!


Quanto tempo é já?

I don't like money!


Não, não gosto de dinheiro!
Começando pelo simples facto de, ele mesmo, ser coisa alguma. Não é mais que um símbolo, representando os valores que atribuímos ao que temos ou produzimos. O dinheiro é uma ilusão! Uma mera equivalência!
Segue-se que cada um de nós não possui o dinheiro que trás na carteira ou bolso. É propriedade do banco emissor e qualquer tentativa de danificar ou destruir notas ou moedas é punível por lei. O dinheiro que supostamente ganhamos não nos pertence!
Claro que também há que considerar que o dinheiro que não possuímos e que é uma ilusão está mal distribuído. Pessoas há que, por o terem em abundância, comem para além da saciedade, deitando fora os restos e sobras, enquanto que outros, à míngua de o terem, comem aquém do básico, e dos detritos dos outros. Não se dispor de dinheiro implica fome e sofrimento.
Acrescente-se que tudo, ou quase, se faz por dinheiro ou com o fito de o obter. Actos gratuitos, sem terem por objectivo a obtenção de dinheiro, aquilo que não nos pertence, que é uma ilusão e que provoca sofrimento, é olhado com desconfiança, por vezes mesmo com medo. O bastante para ser, frequentemente recusado, por insólito, porque fora da normalidade, vá-se lá saber o que é “normalidade”! O dinheiro, origem de sofrimento, ilusão e fugidio, é também um atestado de credibilidade.
Curiosamente, veja-se a crise mundial recente e constate-se como tudo o que acima dito corresponde a ela!

Pois tenho para mim que o dinheiro, não sendo “O” mal da sociedade, é certamente um deles e que estaríamos bem melhor se ele não existisse ou mesmo se nunca tivesse sido inventado.
Cada um deveria exercer a sua actividade, na medida dos seus saberes e capacidades e ter, sem ser em troca mas naturalmente, o resultado das actividades dos restantes elementos da sociedade. Sem dinheiro pelo caminho, que significasse coisa alguma, sem provocar sofrimento e sem testemunhos de credibilidade. Cada um vale o que vale por si mesmo e não devido a uma qualquer certificado volátil.
É assim que penso e que procuro agir, na medida em que a sociedade em que estou inserido o permite. E se tenho que ter um emprego que me permita comer, vestir, abrigar e alimentar, em parte, o espírito, procuro que parte dos meus actos sejam coerentes com os meus ideais. É o caso da fotografia!
Faço questão de com ela não fazer negócio, de dela não obter dinheiro em troca. Fotografo se e quando quero e, no caso de mo pedirem, não cobro nem apresento contas. Na melhor das hipóteses, espero e sugiro que quem fica com as imagens que produzo tenha comportamentos equivalentes, usando dos seus saberes e competências em beneficio da comunidade e sem esperar obter nada em troca.
Conseguir que tal suceda será o meu lucro, real e palpável, verdadeiro certificado das qualidades de quem o faz, provocando prazer no lugar de sofrimento. Com a “vantagem” de não ser colectável em impostos!
Recentemente pediram-me para fotografar uma família que, indo a um evento de circunstância, gostaria de ficar com recordações do momento e dos trajes usados. Claro que o fiz, para prazer mútuo. O problema virá, em breve, na aceitação por parte deles que não há dinheiro envolvido e que das fotografias já entregues gostaria apenas de vir a saber que algo de equivalente da parte deles foi feito a terceiros.
É que, sabem, eu não gosto mesmo de dinheiro!


Texto e imagem: by me

sábado, 27 de junho de 2009

O rei vai nu!


Li-o há pouco tempo e a fonte é fidedigna: um terço do território nacional continental está em seca grave ou severa! E quem o afirma é, nem mais nem menos, que o Instituto de Meteorologia.
Mas qualquer um de nós, sem o rigor dos números ou estatísticas, pode afirmar algo de parecido, mesmo nós, os citadinos.
Pouco tem chovido e sabemo-lo pelos poucos dias em que tivemos que sair de casa com o guarda-chuva. Mesmo nesses dias, excepção feita a um pequeno período, foram dias pontuais, com bátegas intensas e pouco mais.
Aquilo a que nos habituámos em pequenos, dias seguidos de chuva miudinha de manhã à noite, já não passa disso: recordações.
Mas mesmo que não recordemos o passado remoto ou recente, eis um bom exemplo do que se passa no país: uma rua, em Mem Martins, nos arrabaldes de Lisboa, chamada “Caminho do rio”. E o rio, mesmo atrás da placa e emparedado, mostra-se com uns charcos tímidos e esporádicos, vendo-se o betão do seu leito em toda a plenitude da sua artificialidade.
Claro que esta situação de estarmos à míngua de água é grave. Não tão grave quanto em outros locais do mundo onde o líquido base vale o que pesa em ouro. Mas grave para os nossos consumos habituais, domésticos, industriais e agrícolas.
Mas, emparelhando com a gravidade da situação é a ausência de medidas públicas, por parte das entidades gestoras de água e governamentais, no sentido de evitar o desperdício. De pouparmos o pouco que aindfa cvamos tendo.
Obviamente que a este silêncio oficial não será alheio o estarmos em ano eleitoral. Várias eleições. E que duas delas, as que mais fazem movimentar as agendas dos partidos e governantes, só acontecerem em passado o verão e os seus calores. E o comum do cidadão não ficará, certamente, com boa opinião de quem lhe mandar apertar a torneira, para além do cinto. E manifestará o seu desagrado no momento do voto, pela certa.
Será caso para se dizer “O rei vai nu” ou, se preferirem, “O rio vai seco”. E ninguém, nem rei nem populaça, o quer ver.
Talvez mesmo só quando, in extremis, o rei se constipar ou a população não tiver o que beber ou com que lavar ou regar.


Texto e imagem: by me

quinta-feira, 25 de junho de 2009

How difficult a photo coverage is!


But I was there! If my friend, John Doe, who pretend to be a photo reporter, didn’t want to be there, me, not willing to be a professional or a photo-reporter, couldn’t resist to the appeal.
I had two main conditions, self imposed, to photograph this GLBT demonstration:
First, I had to give voice and/or visibility to those who, because of their approach to sexuality, aren’t equal under law’s eyes.
Second, I didn’t want to do pictures of the so called “freaks”. The recognition of their equality wouldn’t aloud me to individualise their differences. My goal was to get all that using rather symbols than people.
But, getting there, I realise it would be interesting to have two other perspectives: How the media was dealing with it and how the so called “normal persons” were dealing with it.
So, with all those ethic considerations and limitations, did I get what I want? I guess not!
Most of the photos I did, even if they were aesthetic and technical acceptable, are far from my self imposed conditions. I have them but I will not publish them.
This one is, probably, the one that fits the best my way of seeing this demonstration: no freaks, if there were any, no individualizing, no breaking the privacy that all of them want, even if they were there. It was done just before it ends.
Not just the dominating rainbow colours, their chosen symbol, but the couple. They wanted to be photographed! As a matter of fact, they asked me to do a picture with their own camera, before I did this one.
Further more than any sexual question is their affection or love. And the possibility of showing it to each other, in some place where there is no discrimination or recriminations. Love, regardless sex or gender!
And this was what the demonstration was about: no social or legal discrimination because of the way love is felt and practice!

But, believe me: this was one of the most difficult photo work I’ve ever done!


Texto e imagem: by me

John Doe, the photographer


It happened last week.
This friend of mine, lets us call him “John Doe”, call me with god news.
After finishing his studies on photography, he got his first job, as a trainee photo reporter in a still to came new weekly newspaper.
Nice, I said! And here is something for you: Next Saturday it will happened a demonstration down town. About GLBT (Gays, Lesbians, Bissexuals and Transsexuals). You may have the chance of do some original and interesting photo work, there.
The answer was enlightening about his attitude on his new career: “I don’t work on week ends!”
I suppose that Mr. John Doe expect to do his work from 9 to 5, Monday to Friday. Out of this schedule, nothing important will happened. At least, nothing deserving hit photographic eye.
I’m sure that he will be, forever, a John Doe on the photographic world.
Good luck! Or look for another job!


Texto e imagem: by me

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Epitáfio


KODACHROME Discontinuation:

Eastman Kodak Company announced on June 22, 2009 that it will discontinue sales of KODACHROME Color Film this year, concluding its 74-year run as a photography icon. Sales of KODACHROME, which became the world's first commercially successful color film in 1935, have declined dramatically in recent years as photographers turned to other films or digital capture. Today, KODACHROME represents just a fraction of one percent of Kodak's total sales of still-picture films.

Despite all its outstanding features, KODACHROME involves a highly complex development process that led photographers to experiment with and adopt newer KODAK films that deliver outstanding color images through a simpler workflow.


Texto: in Kodak.com
Imagem: by me

terça-feira, 23 de junho de 2009

Congratulations


Maybe more important than time is how we live it. The way we built our world, our home.
Congratulations Yvette!

Um recanto


Alguns recantos são deliciosos!
Esta é a esplanada junto à “curva do duche”, na vila de Sintra, perto de Lisboa.
Desde que o tempo esteja bom, o que nem sempre é verdade, está aberta para quem quiser desfrutar de um calmo fim de tarde, com alguma música, suficientemente baixo para se ouvirem os pássaros nas árvores circundantes.
Cachorros, café e bom, gelados, hambúrgueres, cerveja e coca-cola, o costume nestes espaços. Acrescido da simpatia do seu dono, que conheço há já nem sei quantos anos.
Recomenda-se, para quem quiser “carregar baterias” ou, em preferindo, tratar umas imagens ou escrever umas linhas, poucas ou muitas.



Texto e imagem: by me

Excepto


A isto chama-se discriminação!
Então e todos os outros merecedores de uma placa de “Excepto”? O Sr. Presidente da Câmara, o Sr. Ministro, o Adjunto do terceiro secretário do Secretário de Estado… Para já não falar em mim mesmo, se tivesse carro!
Claro que falta ainda a referencia aos carros camarários de recolha de lixo, mas suponho que, talvez, não passem ali, nas traseiras do teatro Nacional D. Maria II.
Com tantas excepções, afinal quem é que aqui não pode passar?


Texto e imagem: by me

segunda-feira, 22 de junho de 2009

I got my camera


Difícil mesmo é fazer com que as pessoas entendam que há coisas na vida que se fazem pelo prazer de as fazer. Tão só e apenas pelo prazer!
Que todo o resto que lhe possa estar associado pode ser secundário. E que não tem que ser, obrigatoriamente, por dinheiro.
No Jardim da Estrela perguntam-me porque ofereço as fotografias.
Encenando um pouco, acabo por dizer que se trata de um estudo sobre fotografia e, se insistirem muito, atiro-lhes com um ou dois nomes pomposos, acabados em –gia. E acrescento que não vivo daquilo, quando não já teria morrido de fome.
Houve mesmo quem me perguntasse em que universidade estava a fazer o mestrado ou doutoramento, para ali estar, assim, a fazer aquilo para estudar.
Há quem não entenda que o “saber” pode ser um prazer e que a aprendizagem também. E que se juntarmos a isso um outro prazer, no caso a fotografia, então as coisas acontecem pelo prazer, tão só e apenas pelo prazer.

I got life, mother
I got laughs, sister
I got freedom, brother
I got good times, man

I got crazy ways, daughter
I got million-dollar charm, cousin
I got headaches and toothaches
And bad times too
Like you

I got my hair
I got my head
I got my brains
I got my ears
I got my eyes
I got my nose
I got my mouth
I got my teeth
I got my tongue
I got my chin
I got my neck
I got my tits
I got my heart
I got my soul
I got my back
I got my ass
I got my arms
I got my hands
I got my fingers
Got my legs
I got my feet
I got my toes
I got my liver
Got my blood

I got my guts (I got my guts)
I got my muscles (muscles)
I got life (life)
Life (life)
Life (life)
LIFE!

Poema: "I got life" in “Hair”Texto e imagem: by me

Olha mãe!


Quando for grande quero ser polícia!
By me

domingo, 21 de junho de 2009

Hollyday

Can you tell de main difference between those two pictures? That is, apart the none exactly same framing?
Well, they are the beginning and the end of one night, one special night.
Up here, at the north hemisphere, it was the smallest night of the year, the summer’s solstice. One of the four ancient’s holydays of mankind. Celebrated since man could understand that days weren’t equals.
Well came to summer, on this half of the world!


Texto e imagem: by me

terça-feira, 16 de junho de 2009

O ceptro do cobrador


Era um símbolo da tirania! Quando o trinca bilhetes, agora chamado de pica, se aproximava, todos sacavam do porta-moedas para o óbvio pagamento. A menos que…
A menos que fosse um borlista! Nesse caso não se estava nos bancos, ou de pé, nos quatro lugares marcados junto a varões de ferro plastificados. Mas pendurado na porta, em equilíbrio instável e dependendo dos dedos e da sua força, bem como dos solavancos do autocarro ou carro eléctrico.
E era aqui que a tirania se manifestava, com um valente carolo na cabeça ou uma traiçoeira pancada nos nós dos dedos. O alicate era terrível nas mãos dos façanhudos cobradores da Carris.
Já na ferrovia a coisa era – é – diferente: nem sempre há a garantia de o ver ou ouvir a trincar bilhetes, pelo que era – é – um jogo de caça e caçador o conseguir viajar de borla. Em o ouvindo numa das portas de extremo da carruagem, discretamente os borlistas vão passando para a carruagem seguinte. A menos que já se esteja na última, o que leva a esperar que se pare numa estação para aí sair e esperar pelo comboio seguinte.
Hoje começa a ser raro, pelo menos aqui na capital alfacinha, ver ou ouvir o trinca bilhetes.
A nova bilhética magnética não se coaduna com os furinhos do alicate, sejam eles redondos, quadrados ou em estrelhinha. Na Carris já não existem e na CP, a breve trecho, também não. Será um símbolo de tirania que desaparecerá, não criando mais histórias ou estórias para recordar.
Porque, de uma forma ou de outra, a simples visão do alicate tem provocado sorrisos francos e nostálgicos. Não sei se das vivências se da vingança de o ver nas mãos de um “civil”. Que o encontrei na feira da ladra, adquirido depois de algum regateio com o velhote que o vendia.
Excepção feita, quanto a sorrisos, a um colega excêntrico que é. Depois de um leve esboço de sorriso, atirou-me com um “Para que queres tu isso?” Mas é um excêntrico!
Das várias estórias que a memória me conta, ressalvo agora uma, mais sensação que acção:
A inveja que sentíamos quando se via algum passageiro confrontar o trinca bilhetes com o conteúdo da carteira ou o revirar da lapela do casaco. Que, acto continuo, recebia um sorriso de condescendência do cobrador a não lhe tirava o bilhete. Ou obliterava com o malfadado alicate.
Claro que, à época, não me passava pela cabeça que alguns desses passageiros especiais seriam membros da PIDE-DGS de má memória e bem mais tirânica que o alicate, fazendo tremer o pica bem mais que o alicate os borlistas.
Quando, já rapazola e após a revolução, surgiram os passes sociais, comprados mensalmente, que alegria ter também algo para mostrar e, assim, fugir do alicate, dos “clac” da furação e dos seus carolos.
Em breve será completamente obsoleto! Ficará aqui este, arrumadinho a um canto, para obliterar ou validar as memórias. E os sorrisos também.


Texto e imagem. By me

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Menssagem subliminar


Meados de Junho. Um calor abrasador na rua, sem uma aragem e, provavelmente, com um elevado factor UV.
Num restaurante “fast-food” ou, se preferirem, de comida de plástico, peço uma Coca-Cola.
Surpresa das surpresas, servem-ma com um copo tendo um Pai-Natal estampado no vidro. Fico cheio de dúvidas:
- Será que têm falta de copos?
- Será que é uma referência ao contraste do fresco cá de dentro com o calor lá de fora?
- Será uma paródia às minhas barbas e saco às costas?
Em qualquer dos casos, mereceu uma fotografia, sob o olhar meio estranho meio divertido dos restantes comensais. Já para não referir os das empregadas do restaurante.
E, obviamente, “É Natal quando um Homem quiser!”


Texto e imagem: by me


sexta-feira, 12 de junho de 2009

O redil


Uma das coisas que a rapaziada nova se vai queixando, e com alguns motivos para tal, é de a escola ser como que uma prisão!

Em boa verdade, a escola, como ela é hoje e tem sido ao longos dos tempos, obriga a disciplina, ao silêncio, ao prestar atenção a matérias nem sempre fáceis de entender, a trabalhar quando o clima e os afectos pedem outras coisas… E, principalmente, a gestão do tempo é decidida por toques de campainha e façanhudos adultos que repetem até à exaustão “É proibido, é obrigatório, é a hora de!”

Na prática, estes impositores de acções apenas vão preparando a canalha miúda ou os irrequietos adolescentes para uma vida activa e integrada na sociedade, onde essas imposições e proibições sucedem sem o olhar complacente ou protector de professores ou funcionários e onde a lei do “salve-se quem puder” é a base do relacionamento.

Claro que esta preparação para o futuro, na escola, pode ser divertidíssima, numa mescla do lúdico e da aprendizagem, desde a creche até à universidade. Assim saibam os gestores e decisores do sistema de ensino criar as condições para que tal aconteça.

Mas, por muito agradável que possa ser o que se passa entre muros escolares, por muito simpáticos e divertidos que sejam quem lá trabalha e os conteúdos que por lá se aprendem, certamente que não é apetecível entrar na escola se esta tiver os seus limites desta forma decorados: com arame farpado!

Estas barreiras dolorosas, física e psicologicamente agressivas, são certamente um motivo de desânimo e desinteresse para quem, querendo viver a vida a seu bel-prazer, se vê obrigado a franquear estes portões todos os dias.

Foi isto que fui encontrar um destes dias, bem como cacos de vidros cimentados no topo dos muros, num liceu que frequentei na minha própria juventude, bem no centro de Lisboa. No liceu Rainha Dona Leonor, ali ao Alvalade.

Foi neste espaço, que frequentei nos anos que se seguiram à revolução, que aprendi na prática e na teoria, o que era liberdade, civismo, respeito pelo individuo e pelo grupo, solidariedade…

Duvido muito que o tivesse aprendido até ao tutano como o sei hoje, se tivesse que frequentar um local cercado de arame farpado, que não sei se serve para impedir a entrada se para dificultar a saída.

Não se espantem os pedagogos de hoje, se os jovens que agora ensinam os desprezarem amanhã.

Afinal, que vontade haverá de apoiar e ajudar na velhice aqueles que, na nossa juventude, nos colocaram num redil de arame farpado?



Texto e imagem: by me


Prazeres


O prazer da leitura é algo que se tem sempre, quando e onde queremos.
Mesmo que seja numa pausa entre dois programas, aproveitando os últimos raios de sol!



Texto e imagem: by me


quinta-feira, 11 de junho de 2009

Sensitive skin


This is me!
Under all this hair and bear there is a naked head and chin.
And all that nude skin is very sensitive, due to all those years of no sun or blades.
I wonder if these thoughts and picture – sensitive and nude skin covered with hair – would be considered dirty enough to deserve censorship and need to be deleted.



Texto e imagem: by me

terça-feira, 9 de junho de 2009

Cuidado com a chuva


Nem sempre a questão simples da lei é suficiente!
Este carro está estacionado onde deve: num recorte para parqueamento de viaturas. De um ponto de vista estritamente formal, está correctamente estacionado.
Acontece que o passeio – zona de peões – é aqui mais estreito que em todo o resto da rua. E acontece também a mala deste carro é grande.
Conjugando estes dois factores, pergunto-me quem, de tamanho mediano e agilidade normal, consegue passar no espaço que este cidadão automobilista deixou livre?
Onde o bom-senso e a civilidade deviam vigorar, imperam os umbigos de cada um e a necessidade de deixar o popó bem à porta de casa.
Não vá ele constipar-se com a chuva, sei lá!



Texto e imagem: by me

segunda-feira, 8 de junho de 2009

A ti que me lês


Há dois tipos de conhecimento: aquele que sabemos existir e que, em maior ou menor grau, dominamos; e aquele que, por estar fora da nossa área de interesses, nem suspeitamos que exista.
No segundo caso, a questão talvez não seja grave. É fruto das nossas vivências, do nosso círculo de convivências e de termos ou não o nosso espírito aberto a coisas e saberes novos.
Mas no primeiro caso a coisa é mais grave. É fruto de alguma preguiça, de conformismo, de auto-confiança no que sabemos que, em regra, é muito pouco.
Assim, tanto num caso como no outro, a culpa, em havendo-a, de pouco saber é nossa, apenas nossa. E as consequências da nossa ignorância repercutem-se, maioritariamente, em nós mesmos.
Por isso mesmo, nunca peças a outrem desculpas por não saberes!
Se alguma coisa haverá que dizer será a oportunidade de aprender, por pouco que seja. E, mais tarde e em frente do espelho, pedir desculpa a quem se lá vir por aquilo que não se sabe e poderia saber.
E, se fores pessoa para isso, aproveitar a oportunidade para te predispores a aprender mais. Aprofundando o que sabes e descobrir novos campos de conhecimento.
Até porque “A vida é uma aula de que não há toque de saída!” nem graduações ou exames, para além de cada minuto que passa.


Texto e imagem: by me


Uma fotografia que não mostro


Eram duas famílias: Mãe e uma filha, mãe e três rebentos. E se a primeira já era conhecida e queria fazer uma fotografia, desta feita apenas com a filha, a segunda estanhava tudo aquilo e escondia-se atrás dos seus grandes óculos escuros.
Mas uma piada aqui, um elogio ali, bem como o pedir para ver o que se escondia, acabou com alguma inibição e também quiseram ficar com uma recordação. Mas sempre com desconfiança!
Aquando das perguntas habituais, inquiri se também não queria a fotografia na web e se pelos mesmos motivos. Tristemente, a resposta foi que sim, e mais não adiantámos sobre o assunto. Mas as perguntas sacramentais e inocentes fizeram-se e foram respondidas.
Pela mãe a seu respeito e sobre as crianças mais pequenitas. Sobre a mais velhinha, que ainda era um pirralho de gente mas já capaz de responder, falei directamente. Estava de cenho franzido e cara zangada. E, quando questionada, soube dizer o seu nome e idade, tal como desmentiu a mãe sobre os restantes membros da família, tanto em nomes como em idades.
O sorriso da mãe, percebido pelo canto do olho, foi confrangedor mas não me dei por achado. Não alterei uma virgula ao que já tinha escrito, anotando apenas o que à pequenita dizia respeito.
A fotografia, entretanto pronta, foi entregue e, com mais uns elogios aos olhos e sorrisos que eram de facto lindíssimos, afastaram-se após a saudação e os desejos de que aproveitassem a tarde que estava apetitosa.
Mas ficou-me a cutucar cá por dentro a história recente não contada desta família e a desconfiança escondida. Não resisti:
Aproveitando uma paragem, fruto de umas corridas dos pequenotes, aproximei-me e chamei-a de parte. Em tom baixo, e aproveitando a brancura e tamanho das minhas barbas, lembrei-lhe que nem todo o mundo é merecedor de desconfiança. Talvez mesmo até pelo contrário.
Sorriu, baixou os olhos e murmurou um obrigado. E afastou-se, chamada que foi por uma das crianças.

Fiquei a ver todos eles a afastarem-se, minorcas e maiorcas. E com a esperança que, em breve, tenham motivos para acreditarem no que lhe disse. Podendo, nessa altura, voltarem a este espaço com sorrisos reais e menos tristeza na alma.



Texto e imagem: by me

domingo, 7 de junho de 2009

Perdido e achado


Agora só falta mesmo encontrar a mãe da criança para lho entregar.


By me

sábado, 6 de junho de 2009

Amanhã, Domingo


Não sou candidato nestas eleições, não sou militante de nenhum partido político, nem mesmo simpatizante com algum deles.
Assim, estou à-vontade para falar no que vai suceder amanhã, Domingo, em Portugal, tal como tem acontecido um pouco por toda a parte nos países membros da União Europeia, desde quinta-feira.
Em primeiro lugar, gostaria de lembrar que iremos votar num parlamento de uma União a que pertencemos – os Portugueses – à revelia da nossa vontade. Melhor dizendo, pertencemos à União Europeia, ex-CEE, sem que os Portugueses tivessem tido oportunidade de sobre ela se pronunciarem.
Tal como não se pronunciaram sobre o Espaço Schengen, a moeda única ou o famos “tratado constitucional europeu”, mais tarde cosmeticamente mudado para “Tratado de Lisboa”. Ainda que o tivesse sido prometido pela formação política maioritária no poder.
Não ponho em causa a utilidade ou inutilidade desses acordos e das suas consequências. Apenas decidiram por todos nós, em assuntos que influenciaram e influenciam o futuro à revelia da vontade dos cidadãos Portugueses.
E será bem curioso reparar que aqueles países que fazem de modelo a quem nos governa fizeram questão de referendar essas questões, alguns havendo que o negaram. E a vontade popular respeitada.
Gostaria também de relembrar que a maioria dos cidadãos Portugueses não sabe para que serve o Parlamento Europeu ou os Comissários Europeus.
Volta meia os media dão destaque a este ou aquele aspecto, mas muito ao de leve. O relacionamento do Parlamento Europeu com os cidadãos Europeus é mínimo. É algo que acontece lá longe, feito por uns quantos a quem se paga chorudos salários e mordomias e que decidem sobre o calibre das maçãs que comemos ou quanto leite podemos produzir, ou que peixes podemos pescar. E que, na sequencia destas decisões, comemos maçãs colhidas do outro lado do Alpes, leite mugido nos países baixos e sardinhas congeladas por “nuestros irmanos”. E os nossos pomares ao abandono, as vacas magras e as traineiras em terra.
É assim que a maioria dos nossos cidadãos Lusos vêem as coisas europeias, não se revendo nas decisões tomadas e menos ainda no acto eleitoral de amanhã. Donde é previsível, sem margem para erro, que a abstenção será enorme. Esteja o tempo que estiver.
Os que forem votar fá-lo-ão porque será uma quebra na rotina dominical, pela defesa do partido com que simpatizam (ainda que não saibam os projectos apresentados para o parlamento europeu) ou para mostrarem que existem, ao comparecerem perante um caderno eleitoral e dizerem “Este sou eu!” Poucos, muito poucos, irão votar convictos e cientes das consequências do seu acto.

Tenho para mim que os conceitos de “Pátria” e “Fronteira” são absurdos. A existência da EU poderia ser um bom passo no sentido do que penso.
Mas, na prática, pouco mais é que a constituição de uma “Pátria Europeia”, com fronteiras contornando o continente europeu. Separando-o do resto do mundo e querendo que tenha uma identidade própria e autónoma. Mas as questões e divergências entre países são equivalentes, apenas noutra escala, às questões e divergências que podemos encontrar por cá, entre Norte e Sul, zona de montanha e zona de planície, Porto e Lisboa. Rivalidades que a poucos aproveita, excepto àqueles que, na sombra, as alimentam. E delas se alimentam, com benefícios para as capitais, ou países ricos, em desfavor do interior ou dos países periféricos e pobres.

Amanhã, Domingo, é dia de eleição do Parlamento Europeu.
Irei votar porque entendo que faz parte dos deveres de cada cidadão o participar nas actividades e decisões do colectivo.
Mas, confesso, tenho dificuldade em encontrar benefícios práticos ou visíveis no resultado desta votação.
Excepto, claro, para os que ganham o bilhete de avião para Bruxelas ou que usaram e usam este acto eleitoral para preparar terreno para o que acontecerá, mais tarde, para a Assembleia da Republica.


Texto e imagem: by me

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Éticas


Num site informativo, acedido ontem via telemóvel, li que Bruxelas solicitava que se retivessem os resultados das eleições europeias até que todos os países tivessem votado.
Claro está que, hoje de manhãzinha, a página de entrada de alguns jornais on-line portugueses informavam do resultado (grosso modo) na Holanda.
Entre as regras da democracia e o não manipular a opinião dos leitores, por um lado, e a luta partidária pelo poder, o anseio por um lugar cómodo e bem remunerado no parlamento europeu e os números das tiragens e audiências por outro, ficam a perder as questões éticas.
Viva o quarto poder!

Texto e imagem: by me

Revigorante


Acordar, de manhãzinha, depois de uns dias de sol intenso e calor abrasador, e ouvir pela janela deixada aberta o ruído dos automóveis no asfalto molhado pela chuva…
Revigorante!
Molhado mas revigorante!


By me

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Desabafo pouco formal e nada agradavel


Senhores:
Pertenço àquele grupo, ao que sei pequeno, de funcionários do Serviço de Operações de Estúdio a quem não foi pago quando devido o subsídio de férias.

Claro que o caso até que poderia ser engraçado e levado com bonomia, não fora o facto de haver compromissos assumidos com terceiros e que não puderam ser honrados em tempo. Nada tem de agradável.

Tal como nada tem de agradável o ter sido, até ao momento, formalmente ignorado por esta direcção. Nomeadamente no que respeita a um pedido de desculpas pelos incómodos causados.
Claro que ouvi o que me foi dito pelo meu chefe de serviço, cuja incumbência do recado ter-lhe-á sido dada pela minha direcção que, por sua vez, a terá recebido da DRH.
Mas estas conversas fortuitas e de corredor, primando pela displicência e ausência de responsabilização, fazem-me lembrar os “jornais de caserna” ou, mais socialmente falando, as desculpas esfarrapadas que se apresentam quando se não faz a chamada telefónica combinada.
Estou em crer que os funcionários desta empresa, seja qual for o seu grau hierárquico ou função, merecem por parte da DRH uma melhor atenção. Pelo menos foi com base nestes preceitos de respeito e consideração, aprendidos de pequenino, que cresci e me fiz homem.

Mas há ainda um outro aspecto que nada tem de agradável e que me toca de muito perto: o ignorar, porque mo tem sido ocultado, quem foi o responsável por tal situação.
Faz tempo que venho coleccionando situações e responsáveis de actos ou situações que me incomodam ou desagradam: o ser ultrapassado na fila do café; os automóveis que, estacionados no passeio, me obrigam a caminhar no asfalto; o menosprezo de que sou alvo face ao meu aspecto; o insulto recebido; e outros equivalentes.
Não se trata de uma lista de vingança ou de um exorcizar os males recebidos mas, antes sim, um tentar descobrir padrões de comportamento nos meus concidadãos. Pelo género, pela idade, pela condição social, etc. Em podendo, ilustro esta lista com a fotografia da pessoa ou pessoas em causa ou, na sua impossibilidade, com o seu nome.
Nesta caso não o consigo fazer porque me tem sido sistematicamente recusada a identidade do ou dos responsáveis.
Poderia, naturalmente, atribuir as ”culpas” à DRH, mas não estaria a ser justo para com todos aqueles que, em trabalhando lá, nada tiveram a ver com a situação. Poderia ainda dar o nome de responsável a quem dirige a DRH. Mas não creio que seja essa pessoa que tenha feito ou não feito o que quer que seja que o provocou. Falta-me um nome, uma cara! Porque, muito corporativamente, mo tem sido recusado!

Destas situações nada agradáveis, resta-me esperar receber um pedido de desculpas (algo tão fácil de fazer quanto o enviar uma mensagem electrónica). Ainda que não creia que o venha a ler. Porque o que se não aprendeu de pequenino dificilmente se aprenderá em adulto.
Mas espero, e aqui reformulo o pedido, que me seja dito quem foi efectivamente o responsável pelo caso. Até porque não acredito que não se saiba!
Por muito pouco que possa ter de agradável!
E espero ainda que esta mensagem não caia no esquecimento banal daquilo que incomoda e que dela tenha uma resposta adequada e satisfatória.


Cumprimentos

Just for the fun

Real fun!

By me

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A cadeira


“Não podemos fazer agora o trabalho. Só mais tarde, pelas XX horas. O director está em reunião e agora não pode vir.”
“Mas… Assim, e com o resto do trabalho que há para fazer, haverá quem não tenha tempo para jantar!”
“Então e depois? Não janta, come uma sandes a correr! Nem penses que vou dizer ao director que, da sua decisão, haverá quem fique sem jantar!”

São conversas destas, em que a subserviência, o vergaespinhela e o lambebotismo, me fazem desejar ter uma cadeira. Melhor, muitas cadeiras. De madeira pesada ou de ferro.
Para as enfiar pela cabeça abaixo daqueles que fazem de agradar à chefia, e a qualquer preço, o seu modo de vida. Esquecendo que, tempos antes, eram eles mesmos a protestar até à última se ficassem sem jantar.

No próximo domingo temos eleições. Para o parlamento europeu.
Lá mais para o fim do verão, teremos também eleições, mas para a assembleia legislativa e para as autarquias locais.
Espero que os meus compatriotas não apenas compareçam nas urnas de voto como sejam capazes de escolher quem não preconiza ou pratica o clientelismo.


Texto e imagem: by me