sexta-feira, 22 de setembro de 2017

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Já não explico porquê.
Mas não se esqueçam de celebrar, à vossa maneira, o dia de amanhã.

22 de Setembro, celebrado desde os tempos mais antigos da humanidade.
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quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Negócios

O Campo Pequeno está à venda.
De acordo com o que li, uma empresa Suiça está interessada em o comprar, considerando que quem a possui actualmente entrou em falência em 2014.
Fontes geralmente mal informadas confidenciaram-me que o Mosteiro da Batalha está em situação semelhante, havendo um grupo saudita interessado na aquisição e que o Forte de Sagres também, sendo o Reino do Butão o candidato.

Já a Torre dos Clérigo, no Porto, recebeu uma proposta de um empresário de Pisa, mas nada mais me adiantaram.
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E pode?



Pergunto-me como é possível que, em plena campanha eleitoral autárquica, com tudo o que isso significa e que conhecemos, este arruamento ainda exista em Lisboa.

By me

Aqui ao lado



Aqui ao lado preparam-se para o pior.
O governo de Madrid fretou três navios, entre paquetes e ferrys, com uma capacidade total de 6000 pessoas, para atracarem em portos da Catalunha. Dois em Barcelona, um em Tarragona.
O objectivo é poder alojar os reforços policiais da Guardia Civil e Polícia Nacional, enviados de todo o país, para abafar e neutralizar o referendo que os Catalães querem fazer no próximo dia um de Outubro sobre uma eventual independência de Espanha. Por aquilo que é possível saber pelos jornais do país vizinho, a maioria deste reforço policial é composto por polícia anti-distúrbios, aquilo que por cá chamamos de “polícia de choque” ou “corpo de intervenção”.
Será interessante recordar que a lei espanhola impede o uso de paquetes ou ferrys como hotéis ou alojamento temporário. O que nos pode levar a concluir que a lei que vigora aqui ao lado é a do funil: só funciona para um lado, o que convier aos governantes centrais.
No mesmo dia em que por cá poderemos exercer a democracia, com eleições autárquicas, em Espanha a democracia e a liberdade de expressão ficarão na gaveta, impedindo que um povo possa exprimir o que quer para o seu próprio destino.


Na imagem, um dos navios fretados

By me

O livro



“L‘image dês objets extérieurs qu’on aperçoit dans une chambre obscure percée d’une petite ouverture a dù certainement étre observée dans l’antiquité. Cedependant Aristote, qui a résumé toutes les connaissances acquises à son époque, s’étonne que les rayons du soleil passant à travers des trous carrés forment dês cercles et non pas des figures rectiligne. Le philosophe de Stagire essaye, sans y reussir,d’expliquer cette apparente anomalie, et ce n’est quid ix-huit siècles plus tard, dans les manuscripts d’un artiste célèbre, que l’on trouve pour la première fois l’analyse exacte du phénomène et son explication racionelle fondée sur la propagation en ligne de la lumière.”

É com estas palavras que começa o livro da imagem e que se intitula “Traité gèneral de photographie”, escrito por Ernest Coistet e publicado em Paris em 1912.
São 522 páginas, quase papel bíblia, onde nos são descritos desde os processos de sensibilização de superfícies, aos métodos e fórmulas de revelação, passando por cinema, fotografia técnica, fotografia em cor, equipamentos raros, etc.
Quem o conhecesse, então, de fio a pavio, saberia certamente muito mais e com mais rigor que os fazedores de fotografia dos tempos correntes.
Já não sei como me veio para ás mãos tal preciosidade. Sei, apenas porque tem a anotação a lápis, que o preço que me cobraram foi de 20€, pese embora a encadernação já não ser a original.
Não ocupa lugar de destaque aqui por casa, que todos os livros, independentemente da sua idade, têm igual valor.

Mas possui-lo dá-me algum prazer e já nele encontrei algumas preciosidades insuspeitas.

By me

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Liberdade



Liberdade

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,

Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...


Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"

Tratamentos



O tempo é dividido em diversas unidades: anos, luas, horas, segundos, milénios…
Profissionalmente, o meu divide-se em 1/25 do segundo. É quanto dura cada imagem que transmito.
25 imagens por segundo! 1500 imagens por minuto! 90.000 imagens por hora!
Este é o meu ritmo de trabalho.
Com esta quantidade de opções por unidade de tempo, não tenho grande oportunidade de me preocupar com formalidades e graus de tratamentos inter-pessoais.
Divido os meus relacionamentos em dois grupos: os companheiros de trabalho, seja qual for a sua função ou idades e os convidados, externos à empresa, que temos em frente das câmaras.
Para com os primeiros, tenho um tratamento por “tu”. Igualitário! Fraternal! Indiferenciado! Seja qual for a sua posição na pirâmide hierárquica.
Para com os convidados tenho um tratamento na terceira pessoa, por “você”. Entram como convidados, saem como conhecidos, mas fomos nós que os convidámos para a “nossa casa”, e que há que tratar com a deferência que alguma cerimónia ou deferência impõem.
Há ainda uma terceira abordagem: o tratamento por “você” para com as pessoas com quero assumidamente ter uma tratamento à distância, com quem não quero ter intimidades. Se levar as coisas ao limite e quiser ser mesmo insultuoso, tratarei por “Vossa Excelência”.

Goste-se ou não, nascemos da mesma forma e acabaremos do mesmo jeito. E não tenho nem tempo nem paciência para discriminações de idade, posto laboral, categoria social ou classificação honorífica.

By me

Prohibit



Às onze da manhã, hora espanhola, eram já dez os membros do governo Catalão presos pela polícia do governo central Espanhol, acusados de estarem envolvidos na organização do referendo a realizar em 1 de Outubro sobre a independência da Catalunha.

By me

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Prendas



“Toys R Us pede insolvência para conseguir entregar as prendas de Natal”
Este é um título de um jornal de hoje.
E, sobre ele, duas cogitações:
E se fosse o Pai Natal a pedir insolvência?
E onde está a notícia sobre todos aqueles que, sem terem pedido insolvência, não têm como dar uma prenda de Natal?


Be me

In the dark



Em tempos recuados (caramba, como são recuados!) tive um t-shirt preta que mandei imprimir.
Em letras brancas podia ler-se “Photographers do it in the dark”.
Pese embora ser quase obsoleta tal afirmação, ando com vontade de mandar imprimir outra.
É que, e nunca nos esqueçamos, se a fotografia é a escrita da luz, ela só é perceptível havendo sombra, havendo ausência ou diminuição de luz.
É também por isso, mas não só, que tanto gosto de fotografar de frente para a luz.
Já o trabalho de laboratório, com a sua obscuridade quase total, os seus jogos tácteis e os seus cheiros intensos, é algo que só os mais antigos ou os praticantes das modas retro conhecem. E é pena, que a disciplina individual que tais práticas exigem bem falta fazem nos tempos que correm.



By me